Documentos desclassificados do FBI discutem um suposto disco voador da Alemanha nazista.

Uma série de documentos recentemente desclassificados pelo FBI abalou a opinião pública ao incluir o depoimento de um ex-oficial da Luftwaffe, que afirma que a Alemanha nazista desenvolveu secretamente aeronaves em formato de disco capazes de pairar e atingir velocidades impressionantes.
Os arquivos, divulgados como parte da iniciativa de transparência sobre UFOs/UAPs (Ovnipes Australianos Não Identificados) do governo Trump, detalham declarações de Paul L. Peyerl, um ex-oficial da Luftwaffe que alegou ter trabalhado em um projeto de armas ultra secreto na Floresta Negra da Áustria por volta de 1943.
Com base no depoimento registrado nos arquivos ( disponíveis aqui em PDF), Peyerl descreveu um “veículo em forma de disco voador com aproximadamente 15 metros de diâmetro e uma cúpula no topo”. O relatório do FBI indica que o objeto estava equipado com motores a jato externos e era controlado por rádio.
As capacidades técnicas descritas nos documentos são impressionantes: o dispositivo podia subir verticalmente, mover-se lateralmente e pairar no ar, superando em muito a tecnologia convencional da época e atingindo altitudes superiores a 12.000 metros.

“De acordo com Peyerl, o objeto foi projetado e construído por cientistas que trabalhavam para a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial”, afirma o relatório do escritório federal na íntegra.
O informante alegou ter pilotado uma dessas máquinas antes de ser abatido por forças britânicas sobre a França em janeiro de 1945. Após sua captura e imigração para os Estados Unidos, o oficial alemão tentou contatar a CIA e o FBI para alertá-los sobre a existência dessa tecnologia, que ele considerava uma ameaça real.

Um memorando interno de 1967 descreve a testemunha como alguém “genuinamente preocupado com a existência de veículos de origem nazista operados desde novembro de 1944”. Dado o crescente interesse público em avistamentos de UFOS naquela década, o FBI decidiu encaminhar as informações à Força Aérea para análise.
Os pioneiros da engenharia reversa?
Até o momento, nenhuma fotografia, desenho técnico ou evidência física conclusiva foi apresentada para corroborar as alegações de Peyerl. No entanto, o depoimento desse ex-oficial pode fazer parte de um quebra-cabeça maior, mais antigo e mais complexo.
Segundo informantes da comunidade de inteligência, como David Grusch, um objeto não identificado caiu perto de Magenta, na Lombardia, em junho de 1933. O ditador Benito Mussolini criou então uma unidade secreta chamada “Gabinetto RS/33”, liderada pelo pioneiro do rádio Guglielmo Marconi, para estudar os destroços recuperados.

Este telegrama de 1933 informa Mussolini sobre um acidente envolvendo um veículo não terrestre, que “deve ser mantido em segredo da mídia italiana”.
A possibilidade de o regime fascista ter compartilhado suas descobertas com a Alemanha nazista antes do conflito reforça a hipótese de que os projetos descritos por Peyerl não foram invenções isoladas. Pelo contrário, teriam sido o resultado de anos de estudo sobre restos não humanos recuperados em solo italiano.
Essa cadeia de custódia teria culminado em 1945, quando as forças americanas capturaram as instalações de armazenamento e transferiram a documentação técnica para os Estados Unidos como espólio de guerra, além da conhecida Operação Paperclip.
Nesse contexto, a recente e massiva desclassificação de documentos, em virtude da ordem de transparência de Trump, traz à tona uma suspeita histórica: a de que a corrida tecnológica do século XX possa ter sido marcada por segredos de outro mundo.
