Abduções,  Casos Nacionais,  Ufologia

Caso Plínio Bragatto: o aposentado que dizia ter sido levado a Marte após encontro no Pico da Ibituruna

Relato ocorrido em Governador Valadares, em 1996, envolve suposta nave, seres humanoides, marcas no solo, pedra misteriosa e aparição em Montes Claros

Um dos relatos ufológicos mais curiosos de Minas Gerais teria acontecido no dia 9 de dezembro de 1996, em Governador Valadares, na região do famoso Pico da Ibituruna. O caso envolve o marceneiro aposentado Plínio Bragatto, homem simples, de 73 anos e de pouca escolaridade, que afirmou ter sido levado por seres extraterrestres para o planeta Marte. O episódio ganhou repercussão na imprensa, mobilizou curiosos, pesquisadores e chegou a ser registrado pela Polícia Civil. (Diário do Rio Doce)

Segundo o relato atribuído a Plínio, ele subia a pé pela região do Pico da Ibituruna quando teria parado para descansar. Naquele momento, teria visto um objeto voador não identificado se aproximar e pousar no local. De acordo com reportagens sobre o caso, a suposta nave teria deixado marcas na estrada de terra. (Tribuna Norte Leste)

Imagem: Plínio Bragatto
Fonte:mundogump.com.br

Um detalhe curioso da história é que Plínio estaria com duas latas de cerveja no momento do encontro. De acordo com a descrição atribuída ao aposentado, os seres seriam quatro humanoides, com cerca de dois metros de altura. Eles usavam roupas colantes azuis, tinham unhas muito grandes e uma aparência que Plínio descrevia como estranha e desagradável. Segundo ele, os seres eram “feios”.

Estatuas dos supostos seres Fonte: oolhar.com

Plínio dizia que foi convidado a entrar na nave. Lá dentro, segundo seu relato, o ambiente parecia um grande salão. O local seria todo iluminado em tons de azul e teria um cheiro agradável, parecido com flor de laranja. Ainda conforme a narrativa, os seres demonstraram interesse em examinar o corpo de Plínio. Para isso, teriam usado um aparelho com uma espécie de ponta de vidro, que emitia sensações semelhantes a choques. (Jornal Hoje)

Depois do suposto exame, Plínio afirmou ter sido levado para Marte. Segundo sua versão, ao chegar ao planeta, havia muitas pessoas esperando por ele, como se sua chegada já fosse aguardada. Ele descreveu o lugar como muito bonito, moderno e impressionante, com grandes edifícios que teriam mais de 60 andares.

A cidade marciana, segundo Plínio, seria cortada por um rio e teria uma população gigantesca, estimada em mais de 60 milhões de habitantes. Ele também contou ter visto imensas pontes feitas de um material diferente, parecido com nylon e borracha, mas extremamente resistente.

Na cidade, Plínio teria observado meios de transporte muito avançados. Ele descreveu algo semelhante a trens longos, que se movimentavam entre os prédios altos, serpenteando pela paisagem urbana. Também teria visto uma espécie de televisão incomum, na qual as imagens pareciam flutuar no ar.

Outro ponto curioso do relato envolve a presença de animais enormes, semelhantes a dinossauros ou grandes répteis. Plínio também mencionou outras paisagens e elementos que, segundo ele, não conseguia explicar com precisão.

Durante a suposta visita, o aposentado disse ter pegado uma pedra do solo marciano e escondido o objeto consigo. A peça foi descrita como semelhante a uma pedra vulcânica, de cor escura,  com tons grafite e esverdeados, pesando aproximadamente 100 gramas. Segundo reportagem da Tribuna Norte Leste, o objeto teria sido recolhido para estudos e não devolvido. (Tribuna Norte Leste)

Ainda segundo a história, Plínio teria permanecido por mais de seis horas nessa experiência. Depois desse período, um dos seres teria avisado que era hora de retornar à Terra.

O caso ganhou ainda mais mistério porque, após desaparecer na região do Pico da Ibituruna, Plínio foi encontrado em Montes Claros, a centenas de quilômetros de Governador Valadares. Reportagens registram que ele teria aparecido próximo à cidade na manhã do dia 10 de dezembro de 1996. (Diário do Rio Doce)

Outro elemento importante é que o delegado Castelar de Carvalho Leite, da Polícia Civil em Montes Claros, teria registrado o caso. A escrivã Suely Marques Mendes Leite teria redigido o termo de declaração de Plínio, e desenhistas da Polícia Civil fizeram o retrato falado dos supostos seres e da nave espacial. (Tribuna Norte Leste)

 Retrato falado dos supostos seres
Imagens teriam sido feitas pelos investigadores do caso

A história também foi registrada em livro. O jornalista valadarense Walter Andrade escreveu a obra “A abdução de Plínio Bragatto — O mistério ainda não desvendado”, baseada em uma reportagem feita por ele em dezembro de 1996 e publicada no extinto jornal Bom Dia Leste. O livro transformou-se em um curta metragem .(O Olhar)

Apesar do Sr Plínio Bragatto ter nos deixado, o caso mesmo sem comprovação científica, permanece vivo na memória de Governador Valadares. Entre marcas no solo, retratos falados, relatos à imprensa, uma pedra misteriosa e a aparição em Montes Claros,  a história continua cercada de perguntas.

Afinal, o que teria acontecido naquela noite de 9 de dezembro de 1996? Plínio Bragatto teria vivido uma experiência fora do comum ou existiria outra explicação para o caso? Até hoje, o episódio segue como um dos relatos mais interessantes da ufologia brasileira.

Assista a reportagem abaixo;

Fontes consultadas

Jornal Hoje: reportagem televisiva sobre o caso, preservada em arquivo de vídeo. (YouTube)

Tribuna Norte Leste: “Livro conta a história de um valadarense que teria sido levado por extraterrestres”. (Tribuna Norte Leste)

Diário do Rio Doce: “O valadarense que foi a Marte”. (Diário do Rio Doce)

O Olhar: reportagem sobre o lançamento do livro de Walter Andrade. (O Olhar)

Fonte:

Fernanda Schwarz - Cientista, Pesquisadora de Campo CIFE - Farmacêutica, Bioquímica, Psicanalista, Doutoranda em Saúde Pública pela instituição UCES da Argentina. | Fernanda Schwarz - Scientist, CIFE Field Investigator, Pharmacist, Psychoanalytic, Graduated in Biochemistry, currently doing a PhD in Public Health at the UCES Institution in Argentina.