Paulo Nogueira: o legado eterno do mestre do jornalismo investigativo, da fotografia documental e da ufologia brasileira
Uberaba amanheceu em luto nesta quarta-feira, 29 de outubro, com a notícia do falecimento de Paulo Nogueira, aos 83 anos — uma das mais notáveis referências do jornalismo investigativo e da fotografia documental do Triângulo Mineiro e do Brasil. Reconhecido por sua integridade, curiosidade incansável e dedicação à verdade, Nogueira construiu uma carreira que atravessou gerações e fronteiras, consolidando-se como símbolo do jornalismo de credibilidade e do olhar sensível sobre a realidade.
Uma trajetória marcada por paixão e coragem
Paulo iniciou sua jornada profissional ainda adolescente, aos 13 anos, no rádio, mas rapidamente expandiu seu talento para a imprensa escrita, a televisão e a fotografia. Ao longo de mais de cinco décadas de atuação, trabalhou em importantes veículos de comunicação, incluindo o Jornal da Manhã, e também como assessor do Hospital Hélio Angotti e da antiga Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro.
Seu senso investigativo o levou a grandes coberturas e a matérias de impacto que marcaram época — entre elas, a série de reportagens sobre o “Monstro de Capinópolis”, Orlando Sabino, na década de 1970, um dos casos policiais mais misteriosos e comentados do país. No esporte, cobriu duas Copas do Mundo e três Copas Américas, além de atuar como repórter e fotógrafo durante a visita do então presidente Ernesto Geisel à região do Triângulo Mineiro.
O olhar que documentou a história de Uberaba
Além de jornalista, Paulo foi um verdadeiro cronista visual da cidade. Sua fotografia documental registrou momentos históricos, manifestações culturais e o cotidiano uberabense com sensibilidade ímpar. Seu acervo, vasto e precioso, constitui um testemunho da memória viva de Uberaba.
Seu trabalho foi amplamente reconhecido com dezenas de prêmios por reportagens e imagens, reafirmando não apenas seu talento, mas sua contribuição inestimável à preservação da história regional.

Fernanda Pires e Paulo Nogueira em sua casa, Uberaba, Minas Gerais
A ponte entre o jornalismo e a ufologia
Poucos sabem que, além do jornalismo e da fotografia, Paulo Nogueira também foi um estudioso dedicado da ufologia, área na qual exerceu sua curiosidade investigativa com a mesma seriedade e rigor que sempre marcaram sua carreira. Nos bastidores das redações e nos encontros ufológicos, era respeitado por sua postura investigativa e por buscar, acima de tudo, evidências e conexões entre o fenômeno e a realidade científica.
Seu último artigo ufológico, publicado como coeditor do CIFE (Canal Informativo de Fontes/Fenômenos Extraterrestres e Espaciais) — cargo que passou a exercer em 2023 — foi uma profunda reflexão sobre Chico Xavier e o fenômeno ufológico em Uberaba, explorando a relação entre espiritualidade, mediunidade e manifestações extraterrestres.
Nesse texto — que agora se torna seu testamento intelectual — Paulo uniu sua vivência jornalística à visão filosófica de um pesquisador consciente de que os mistérios do universo também se revelam na espiritualidade, na ciência e na alma humana.
O artigo, amplamente compartilhado entre estudiosos e leitores do CIFE, destacou a relevância de Uberaba como um dos polos energéticos e espirituais mais importantes do país, palco de fenômenos transcendentais que ultrapassam a fronteira entre a ciência e o cósmico.
Leia o último artigo de Paulo Nogueira: “Os Extraterrenos e Chico Xavier” https://cife.ca/os-extraterrenos-e-chico-xavier/

Paulo Nogueira e Marco Antonio Petit
Um legado eterno
Com sua partida, o jornalismo brasileiro perde uma de suas vozes mais autênticas — e a ufologia, um observador atento e genuíno. Paulo Nogueira deixa um legado de ética, sensibilidade e amor pela verdade, além de uma geração de profissionais inspirados por seu exemplo.
O CIFE e toda a comunidade ufológica brasileira se solidarizam com a família, amigos e colegas, reafirmando que seu legado permanecerá vivo nas páginas que escreveu, nas imagens que capturou e nas consciências que despertou.
Sua curiosidade pelo desconhecido e sua fé na busca pelo entendimento humano continuam ecoando — agora, entre as estrelas que tanto admirava.
Obrigada Paulo pelos ensinamentos, carinho e eterna amizade. Fernanda Pires
